2009-09-11

Economia Chinesa

A produção industrial chinesa cresceu a um ritmo mais elevado em Agosto do que o que havia sido previsto pelos economistas consultados pela Bloomberg. Adicionalmente, a concessão de novos empréstimos aumentou inesperadamente, o que leva a acreditar que o crescimento na terceira maior economia do mundo está prestes a acelerar.

A produção nas fábricas chinesas cresceu 12,3% em Agosto face a igual período de 2008, o que traduz o maior aumento da produção industrial dos últimos 12 meses. A concessão de novos empréstimos aumentou para cerca de 60 mil milhões de dólares, face aos 52 mil milhões registados em Julho, de acordo com os dados do banco central.

Após estes dados terem sido divulgados, os títulos chineses valorizaram nos mercados financeiros, reflectindo também o maior ganho do ano nas vendas a retalho. Ao mesmo tempo, o aumento da concessão de crédito poderá criar preocupações relativamente à inflação do preço dos activos. O Vice-presidente do Banco Central da China, alertou ontem para o facto da liquidez poder causar bolhas nos preços das mercadorias, acções e imobiliário.

A recuperação da economia chinesa está a ser conduzida por uma política de estímulos e deverá receber mais apoio para as exportações nos próximos meses. A assim acontecer, vai dar um novo ânimo ao crescimento e vai permitir a retirada dos estímulos mais cedo no próximo ano.

As vendas a retalho cresceram 15,4% em Agosto relativamente a igual período do ano anterior, marginalmente acima da estimativa de 15,3%. Em relação à produção industrial, o aumento registado ficou acima da estimativa de 11,8% efectuada pelos economistas consultados pela Bloomberg. Em relação à concessão de empréstimos, os economistas estavam à espera de uma diminuição para 47 mil milhões de dólares.

2009-09-10

Suntory quer Orangina

A Suntory Holdings está em negociações para adquirir a marca de bebidas europeia Orangina ao Blackstone Group e ao Lion Capital Holdings, com a terceira maior empresa japonesa de bebidas a expandir-se além do mercado doméstico.

A operação avaliada em 2,6 mil milhões de dólares, poderá ficar concluída já nesta semana, de acordo com fontes próximas do assunto citadas pela Bloomberg. Christine Anderson, porta-voz do Blackstone Group, recusou comentar o assunto. No entanto, Aya Takemoto, porta-voz da Suntory, confirmou apenas que estão em negociações para adquirir a marca Orangina sem prestar declarações adicionais.

A compra da marca europeia de bebidas, que anteriormente era detida pela Cadbury Schweppes, iria conferir à Suntory marcas como a Oásis ou a Schweppes entre outras, cujas vendas ascendem a mil milhões de euros, cerca de 1,46 mil milhões de dólares. A Cadbury Schweppes vendeu a sua unidade de refrigerantes ao Blackstone e ao Lion em 2006 por 1,85 mil milhões de euros. A Suntory, que está também em negociações para a fusão com a Kirin, maior fabricante de cerveja do Japão, está a expandir-se para o exterior, à medida que as vendas domésticas de cerveja diminuem e o iene valoriza.

As exportações de cerveja da Kirin, Asahi e outras fabricantes japonesas, caíram 6% para 42,7 milhões de paletes em Agosto, o nível mais baixo desde que se começou a compilar os dados em 1992. A divisa japonesa já valorizou 17% face ao dólar nos últimos 12 meses, o que não é benéfico para as exportações.

2009-09-09

Euro em máximos

O euro segue a valorizar para perto do máximo de nove meses em relação ao dólar, antes de serem divulgados dados económicos em França, que deverão mostrar que a produção industrial francesa cresceu em Julho pelo terceiro mês consecutivo, reforçando a ideia de que a recessão económica no país está a abrandar.

O dólar caiu pelo segundo dia consecutivo face à Libra com base na especulação de que a Reserva Federal norte-americana irão sinalizar hoje que planeiam não aumentar a taxa de juro de referência para a economia do país. Em relação ao iene, a divisa japonesa segue a negociar em mínimos de duas semanas face ao dólar neozelandês antes de ser divulgada a previsão desta semana que mostrará que a confiança dos consumidores na segunda maior economia do mundo cresceu pelo oitavo mês consecutivo, levando os investidores a apostar em activos com maior risco e retorno esperado.

De acordo com Susumu Kato, economista chefe em Tóquio da Calyon Securities, unidade da banca de investimento do Crédito Agrícola, o apetite em incorrer em níveis de risco mais elevados está a voltar e esse motivo explica a valorização do euro. A moeda única da Zona Euro está a negociar perto de 1,45 dólares depois de ontem ter atingido os 1,4535 dólares, o nível mais elevado desde 18 de Dezembro.

O euro aumentou os ganhos de ontem, após os economistas consultados pela Bloomberg terem avançado com uma estimativa de crescimento da produção industrial francesa em 0,4% durante o mês de Julho, após ter crescido 0,3% no mês anterior. Os dados oficiais serão divulgados amanhã pelo Insee, o Instituto de Estatística francês.

2009-09-08

Joint Venture

A Deutsche Telekom e a France Telecom concordaram em fundir as suas unidades de telecomunicações móveis no Reino Unido, que resultará na maior operadora móvel do país.

A Joint Venture terá participações iguais de cada uma das empresas e terá receitas que irão ascender a 9,4 mil milhões de euros para além de resultarem numa poupança de custos superior a 4 mil milhões de euros. Esta nova entidade vai retirar a liderança à O2, da Telefónica, e terá cerca de 28,4 milhões de assinantes, 37% do mercado do Reino Unido, de acordo com os dados referentes ao ano de 2008.

Este negócio vai reduzir o número de operadores móveis no Reino Unido para 4. Para além da O2, as restantes são a Vodafone e a Hutchison Whampoa. O acordo termina ainda com a especulação que durava meses em torno da unidade móvel da Deutsche Telekom no Reino Unido. Era já esperado que resultasse ou na sua venda ou na integração numa joint venture, como foi o caso.

De acordo com analistas que acompanham o negócio de perto, citados pela Bloomberg, a unidade da Deutsche Telekom era demasiado pequena para concorrer num mercado saturado como o do Reino Unido. Por outro lado, as empresas neste sector têm vindo a procurar meios de reduzir custos, já que os seus clientes estão a diminuir os seus gastos em telecomunicações, para fazer face às suas próprias dificuldades.

2009-09-07

Kraft Foods

A Kraft Foods, segunda maior empresa do sector da alimentação, declarou que a Cadbury rejeitou uma proposta no valor de 10,2 milhões de libras para a junção de ambas as empresas, que resultaria num centro global de snacks, confeitaria e refeições rápidas.

A oferta de 300 pences em dinheiro e de 0,2589 acções da nova Kraft Foods por cada acção da Cadbury, avaliavam as acções do fabricante de doces do Reino Unido em 745 pences, representando um prémio de 31% face ao preço de fecho da passada sexta-feira.

De acordo com um analista da Investec Securities, a oferta é competitiva mas a Kraft Foods terá que aumentar a oferta. Este analista tem uma recomendação de manter relativamente aos títulos da Cadbury. No ano passado, diversos analistas consideraram que a Cadbury seria um alvo para a Kraft Foods que em 2007 adquiriu as bolachas do Grupo Danone por 7,8 mil milhões de dólares, tornando-se na maior fabricante de bolachas da Europa. Em Maio, a Cadbury alienou a sua unidade dos refrigerantes Dr. Pepper de modo a focalizar-se nas marcas de confecção como a Dairy Milk e a Wispa.

A Kraft anunciou que a junção de ambas as empresas iria gerar receitas na ordem dos 50 mil milhões de dólares e teriam petencial para poupar 625 milhões de dólares em impostos através de um custo de 1,2 mil milhões de dólares por três anos.

A Kraft Foods diz no mesmo comunicado que está empenhada neste seu plano e pretende manter um diálogo construtivo. As acções da Cadbury sobem 33,80% para 760 pence.

2009-09-04

Especular o Euro

A moeda única europeia prepara-se para registar a segunda perda semanal face ao dólar, face à especulação gerada de que o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, vai reiterar a posição do banco em não aumentar as taxas de juro. No entanto, Trichet revelou ontem que as previsões de crescimento para a economia europeia foram revistas em alta, contribuindo assim para a ligeira recuperação da divisa da Zona Euro, atenuando a perda semanal.

O euro seguia preparado para a quarta semanal face ao Franco Suíço, depois do líder da autoridade monetária da Zona Euro ter referido que a recuperação económica seria instável. Já nos EUA, o dólar negociava perto de mínimos de uma semana face à Libra antes de serem divulgados os dados sobre o emprego.

As novas estimativas para o crescimento da economia europeia, divulgadas ontem, mostraram que o BCE está menos pessimista e estima uma contracção de 4,1%, abaixo do recuo de 4,6% que fazia parte da estimativa anterior efectuada em Junho. As novas expectativas para a inflação foram também revistas em alta, e apontam para uma taxa média de 0,4% para o ano de 2009 e de 1,2% para o próximo ano. Ainda assim, estes valores são considerados aquém do nível de inflação desejado pelo Banco Central, que deve rondar os 2%.

2009-09-03

Demasiado Cedo

Timothy Geithner, Secretário do Tesouro norte-americano, disse que o Grupo dos 20 países mais industrializados tem tido muito sucesso no contributo que tem efectuado de modo a colocar um término à recessão económica. No entanto, adverte que é ainda demasiado cedo para implementar estratégias de retirada das políticas que visam o crescimento económico.

Geithner afirmou que de facto se começamos a assistir aos primeiros dados de recuperação económica, não só nos EUA, mas também em diversos países espalhados pelo mundo. Mas chama a atenção que ainda há um longo caminho a percorrer e que a retirada daquelas políticas podem mesmo comprometer este processo de recuperação.

O Secretário do Tesouro norte-americano proferiu estas afirmações antes de se dirigir para Londres, onde se irá realizar um encontro do G-20, com os ministros das finanças e banqueiros centrais, nos dias 4 e 5 de Setembro. Este encontro constituirá mesmo uma espécie de preparação para a próxima reunião do Grupo que decorrerá no final do mês, onde se discutirão medidas para melhorar a supervisão do sistema financeiro.

Apesar das suas declarações, Geithner considera que neste encontro se pode começar a discutir as formas de cooperação para retirar as políticas de apoio e estímulo à economia, já que é demasiado cedo para o fazer mas não o é para se falar e abordar o assunto.

Os EUA, por sua voz, pretendem ainda discutir um acordo de capital internacional de modo a controlar o montante de endividamento que as instituições financeiras assumem. Assim, determinar-se-ia um padrão para determinar o capital que as instituições necessitariam de manter em reserva para prevenir eventuais perdas.

2009-09-02

Juros na Rússia

O Banco Central da Rússia poderá cortar este mês a taxa de juro de referência pelo sexto mês consecutivo desde que em Abril começou a relaxar a sua política monetária. A especulação está a ser gerada devido ao facto da economia russa ter contraído a um ritmo recorde e a economia encarar uma recuperação lenta.

O Bank Rossii poderá baixar a taxa de refinanciamento em 0,25 pontos percentuais para 10,5% este mês, de acordo com a mediana dos 12 economistas consultados pela Bloomberg. A taxa poderá ainda cair para 10% até ao final do ano, segundo a mesma consulta. A autoridade monetária da Rússia, que não pública os horários para as suas reuniões de decisão da taxa de juro, iniciou os cortes no dia 24 de Abril pela primeira vez desde 2007.

A economia do maior país exportador de energia contraiu a uma taxa recorde de 10,9% no último trimestre após a queda do comércio mundial ter feito diminuir a procura pelas exportações russas de matérias-primas, desde o aço ao petróleo. Até agora, as taxas mais reduzidas têm falhado em revitalizar os fluxos de crédito e o Primeiro-Ministro Vladimir Putim está a encorajar os banqueiros a aumentar a concessão de crédito para ressuscitar a procura doméstica.

Segundo um economista da Goldman Sachs em Moscovo, o Banco Central irá continuar a diminuir a taxa de juro face aos níveis historicamente elevados. Enquanto isso, os bancos centrais na Europa e nos EUA estão a concentrar-se em determinar o momento ideal para o aumento das taxas de juro de modo a compatibilizar com a recuperação e crescimento das economias. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, a OCDE, a economia russa deverá contrair cerca de 6,8% este ano, enquanto que a Zona Euro vai registar uma contracção de 4,8% e de 2,8% dos EUA.

2009-09-01

Automóveis no Japão

A Toyota e a Honda, as duas maiores fabricantes de automóveis do Japão, lideraram o primeiro aumento das vendas de automóveis no país dos últimos 13 meses, com a procura a ser impulsionada pelos incentivos concedidos pelo Governo e pelos novos modelos híbridos.

As vendas de carros, automóveis e autocarros, excluindo os mini-carros, cresceram 2,3% para mais de 198 mil veículos. A Toyota vendeu cerca de 91 mil unidades, um aumento de 9%, excluindo as vendas dos veículos com a marca Lexus. A Honda registou um aumento de 13% das vendas, enquanto que a Nissan, terceira maior fabricante de automóveis do Japão, vendeu menos 1,4% veículos.

As vendas de automóveis reverteram uma tendência que durava há mais de um ano, com os incentivos do Governo a impulsionar as vendas dos modelos híbridos do Prius da Toyota e do Honda Insight. Nesta altura, os fabricantes que apresentem modelos que se qualifiquem para os incentivos governamentais irão beneficiar.

De acordo com o programa que começou em 19 de Junho, os consumidores podem receber um subsídio de 2700 dólares se comprarem um carro elegível em troca de um veículo com mais de 13 anos ou 1080 dólares se devolver nenhum automóvel. Este programa tem efeitos retroactivos para compra de veículos a partir do dia 10 de Abril.

Ainda assim, tendo em conta os meses anteriores, as vendas de automóveis durante o corrente ano fiscal deverão protagonizar o pior registo das três últimas décadas devido à recessão. Os salários caíram pelo décimo quarto mês consecutivo e a taxa de desemprego atingiu o valor recorde de 5,7% em Julho. A associação de fabricantes de automóveis japonesa prevê que as vendas domésticas diminuam 8,5% para 4,3 milhões de unidades no ano que terminará em Março.

2009-08-31

Crescimento na Índia

O crescimento da economia indiana acelerou pela primeira vez desde 2007, indicando que o impacto que a recessão global teve na terceira maior economia asiática está a esvanecer.

O Produto Interno Bruto cresceu 6,1% no último trimestre face a igual período do ano anterior, depois de ter aumentado 5,8% nos três meses prévios, segundo revelou a Organização Central de Estatística hoje em Nova Deli. Ainda assim, apesar dos resultados positivos, os economistas consultados pela Bloomberg tinham previsto um crescimento do produto em 6,2%.

A Índia junta-se assim à China, Japão e Indonésia, como economias que aumentaram o ritmo de crescimento. A região tem beneficiado de um programa de 950 mil milhões de dólares para estimular os gastos e de custos de endividamento mais baixos. Quando a recessão atingiu a Índia, o Banco Central injectou cerca de 115 mil milhões de dólares na economia, que conjuntamente com o plano de estímulo fiscal do Governo totaliza mais de 12% do PIB do país.

A autoridade monetária do país manteve inalterado o nível de juros na sua última reunião em 28 de Julho, tendo também sinalizado que o fim da profunda ronda de corte de juros, com base na preocupação de que a inflação poderá disparar a partir de Outubro. A próxima reunião terá lugar no final desse mês.

Segundo o vice-presidente da Honda, segunda maior construtora de automóveis do Japão, o crescimento económico verificado na Índia é muito bom. Jnaneswar Sem anunciou ainda que vai aumentar a produção de automóveis na Índia em 50% a partir do próximo mês para dar resposta à crescente procura. A Volkswagen, a Toyota e outras construtoras de automóveis anunciaram também que planeiam gastar cerca de 6 mil milhões de dólares até 2012 para construir fábricas na Índia para compensar a queda da procura nos mercados nacionais.

2009-08-14

Contracção Espanhola

A economia espanhola registou uma contracção superior ao esperado no segundo trimestre do ano, sugerindo que a recuperação na Alemanha e em França ainda tem que chegar a Espanha, um país que em tempos foi também motor de crescimento da economia da Zona Euro.

O Produto Interno Bruto caiu 1,0% face ao trimestre anterior, altura em que havia recuado 1,9% segundo o Instituto Nacional de Estatística do país. Em relação ao ano anterior, a contracção ascende 4,1%. Este resultado foi mais negativo do que as previsões do Banco de Espanha, que havia estimado uma contracção trimestral de 0,9% e anual de 4,0%.

O processo de recuperação espanhola está a ser dos mais atrasados da Europa. Os dados divulgados ontem mostraram que as duas maiores economias da Europa, França e Alemanha, retomaram o crescimento no segundo trimestre, para além de outros países como Portugal e Grécia. Estando a combater a maior taxa de desemprego da Europa, ao nível dos 18%, o nosso país vizinho tem injectado liquidez na economia e está a colocar trabalhadores em projectos de construção públicos pelo país.

No entanto, de acordo com a OCDE, apesar do Governo estar a planear injectar na economia cerca de 2,3% do PIB do país e continuar com planos de estímulo em 2010, a economia deverá tornar a contrair no próximo ano. De acordo com esta organização, a economia espanhola vai registar uma contracção anual de 4,2% durante este ano e de 0,9% em 2010, o que a torna com o pior desempenho dos 30 países da OCDE a seguir à Hungria e Irlanda.

2009-08-13

Europa cresce

As economias francesa e alemã cresceram inesperadamente no segundo trimestre do ano, o que surpreendeu os economistas consultados pela Bloomberg, e vêm confirmar que a recessão na Zona Euro terá abrandado no último trimestre.

O Produto Interno Bruto cresceu 0,3% no segundo trimestre face aos três meses anteriores, quer em França que na Alemanha, de acordo com fontes oficiais de ambos os países, citados pela Bloomberg. Os economistas que haviam sido consultados pela Bloomberg estavam à espera de uma contracção de 0,2% da economia germânica e de 0,3% da economia francesa. Estes dados provocam a subida do euro face ao dólar em mais de meio cêntimo.

Com as duas principais e maiores economias europeias a retomar o crescimento, torna-se improvável que o Banco Central Europeu, liderado por Jean-Claude Trichet tome medidas adicionais de estímulo às economias. As medidas a nível global com o objectivo de revitalizar o crescimento tem provocado o aumento da procura por exportações um pouco por toda a Europa enquanto que os subsídios dados pelos governos e baixas taxas de juro têm suportado as despesas efectuadas em cada país. No entanto, com o desemprego a crescer a recuperação poderá ser lenta.

Durante o dia de hoje, o Eurostat irá divulgar o PIB dos 16 países que integram a Zona Euro. Os economistas estão à espera que a contracção da economia da região tenha abrandado, ideia que é reforçada após ter sido conhecido o crescimento das duas maiores economias. O valor estimado é de uma contracção trimestral de 0,5%. Nos EUA a economia recuou 1% no mesmo período.

2009-08-12

Lucros do ING

O ING Groep, maior empresa holandesa de serviços financeiros, anunciou que o lucro referente ao segundo trimestre do ano caiu 96%, uma queda superior às estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg. Ainda assim, é de notar que é a primeira vez no espaço de um ano que apresenta resultados trimestrais positivos, com o regresso aos lucros do negócio dos seguros.

Após a divulgação dos resultados, os títulos chegaram a cair quase 15% na bolsa de Amesterdão, estando agora a cair cerca de 6%. O lucro do grupo foi de 71 milhões de euros que compara com os 1,92 mil milhões registados no período homólogo do ano anterior. Os analistas consultados pela Bloomberg estava à espera que o ING Groep registasse um lucro de 362 milhões de euros mas os resultados não conseguiram sequer atingir um quinto desse valor.

Jan Hommen, CEO do grupo desde Janeiro, está a planear vender activos com o objectivo de aumentar o capital da empresa em cerca de 8 mil milhões de euros. O banco anunciou que irá cortar mais de 8 mil postos de trabalho, um número superior ao que tinha sido anunciado anteriormente, e que pretende reduzir os custos em cerca de 1,3 mil milhões de euros no presente ano.

2009-08-11

Japão mantém juros

O Banco do Japão anunciou que mantém as suas preocupações acerca dos riscos de contracção da economia e de descida dos preços, apesar de serem cada vez mais os sinais de que a recessão económica que atingiu o país está a enfraquecer.

O Banco Central manteve a taxa de juro de referência em 0,1%, em linha de conta com as estimativas de dos 22 economistas consultados pela Bloomberg. O Governador Masaaki Shirakawa e os seus colegas privaram-se de revelar novas medidas, um mês após terem alargado o seu programa de crédito até ao final de 2009.

Segundo um analistas citados pela Bloomberg, a decisão de manter os actuais níveis das taxas de juro reflecte o quão cauteloso e conservador o Banco Central está acerca da recuperação da economia. Assim, segundo o mesmo analista da Calyon Services, unidade de banca de investimento do Credit Agricole, o Governador não aumentará a taxa directora até pelo menos 2010. Apesar da situação económica ter parado de piorar, o investimento efectuado pelas empresas está a cair a pique e o consumo por parte dos agregados familiares mantém-se genericamente fraco com o agravamento do desemprego.

A segunda maior economia do mundo, a do Japão, terá expandido 3,9% no segundo trimestre do ano depois de ter contraído nos quatro trimestre anteriores, segundo as estimativas avançadas por analistas consultados pela Bloomberg. Já as ordens de maquinaria, que indicam a despesa em capital nos três a seis meses seguintes, irão cair 8,6%.

2009-08-10

Imobiliário na China

As vendas de propriedades chinesas aumentarem 60% em valor nos primeiros sete meses do ano, aumentando as preocupações de que o montante recorde de empréstimos concedidos irá criar uma bolha na economia com mais rápido crescimento do mundo.

As vendas aceleraram depois de um ganho de 53% no primeiro semestre do ano face a igual período do ano anterior, segundo dados divulgados hoje pelo departamento de estatísticas. O investimento no sector imobiliário cresceu 11,6% face aos 9,9% nos seis primeiros meses do ano.

Os preços das casas nas 70 maiores cidades do país cresceram 1% em Julho face ao ano anterior, o maior aumento em nove meses, segundo dados oficiais da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. O Primeiro-Ministro Wen Jiabao reiterou que a política monetária vai permanecer inalterada, depois da subida dos preços de activos ter feito aumentar a especulação de que poderia estar iminente a subida dos juros.

As acções relacionadas com o sector imobiliário, que ganharam 142% este ano para serem o grupo com melhor performance do índice de Shanghai, caíram 1,6% devido aos receios de que a concessão de crédito cresça mais lentamente.

O crescimento económico na China acelerou no segundo trimestre com o índice de Shanghai a valorizar quase 80% este ano, impulsionado pelos 1,1 biliões de dólares de crédito concedido nos primeiros seis meses do ano. Os preços das casas começaram a subir, depois de terem desvalorizado nos seis meses anteriores.

2009-08-07

Prejuízos no RBS

O Royal Bank of Scotland, o maior banco controlado pelo Governo do Reino Unido, anunciou que obteve um prejuízo de 1,04 mil milhões de libras no primeiro semestre do ano. Em igual período do ano anterior, o banco tinha registado um prejuízo de 827 milhões de libras.

O RBS anunciou ainda que vai aprovisionar 7,52 mil milhões de libras para pagar empréstimos em risco de incumprimento e outras imparidades. Neste campo, os analistas haviam estimado que as provisões iriam chegar às 6,4 mil milhões de libras. Depois de apresentar os seus resultados, o banco britânico chegou a estar a desvalorizou mais de 16%, uma vez que este resultado surpreendeu por completo o mercado. Os analistas consultados pela Bloomberg estavam a contar com um lucro na ordem dos 1,1 mil milhões de libras.

Segundo o CEO do banco, Stephen Hester, existem sinais que nos próximos dois anos o desempenho do grupo será fraco devido à grave situação económica que atingiu todo o mundo em 2008 e 2009, tendo consequências ao nível das imparidades e custos com o financiamento. Estas afirmações contrastam com as de Eric Daniels, CEO do Lloyds Banking Group, que considerava que as provisões para o crédito malparado tinham atingido já o seu pico.

Numa análise a estas duas posições antagónicas, Simon Maughan, analista da MF Global Securities, citado pela Bloomberg, afirma que a situação do RBS é uma chamada de atenção para a realidade para o optimismo dado pelo Lloyds. Não está a ser pessimista mas simplesmente a dizer as coisas como elas são.

Nos próximos três anos, os custos de reestruturação continuarão a ser considerados. Cerca de 70% das perdas do RBS vieram da unidade que não contém a actividade principal do grupo, que inclui os activos que pretender vender. De entre as operações que pertencem à actividade principal do banco, o lucro operacional na unidade de retalho britânica caiu para 53 milhões de libras face aos 514 milhões, enquanto que os custos com imparidade aumentaram 87% para os 824 milhões de libras.

2009-08-06

Deutsche Telekom

A Deutsche Telekom, maior empresa de comunicações da Europa, anunciou um aumento de 32% dos lucros no segundo trimestre do ano, com o corte dos seus custos.

O resultado líquido cresceu para 521 milhões de euros face aos 394 milhões registados no período homólogo do ano anterior. Ainda assim, não conseguiu bater as estimativas que os analistas consultados pela Bloomberg tinham avançado de 743 milhões de euros, justificada com a perda de clientes do Reino Unido.

Na semana passada, a Telefonica, BT group e France Telecom apresentaram resultados que superaram as estimativas dos analistas após terem cortado custos. A Deutsche Telekom diminuiu as suas previsões em Abril no seguimento dos maus resultados nos EUA, Polónia e Reino Unido. O valor da unidade britânica foi amortizado no primeiro trimestre por 1,8 mil milhões de euros. A operadora alemã anunciou hoje que as medidas que seguiu para melhorar essas unidades estão agora a começar a dar frutos e reviu as estimativas para o final do ano.

As vendas, incluindo a recente unidade grega, cresceram para 16,2 mil milhões de euros face aos 15,1 mil milhões, enquanto que o EBITDA cresceu para 5,03 mil milhões face aos 4,6 mil milhões. Os analistas tinham previsto que as vendas incrementassem para 16,3 mil milhões de euros e que o EBITDA se situasse nos 5,15 mil milhões. A Deutsche Telekom segue a valorizar 1,2%.

2009-08-05

Casas Reino Unido

Os preços das casas no Reino Unido aumentaram quase para o dobro do que foi estimado pelos analistas consultados pela Bloomberg, ao mesmo tempo que a confiança dos consumidores saltou cresceu para o nível mais elevado em mais de um ano, mostrando cada vez mais que a economia britânica está a sair da recessão.

O valor das casas subiu 1,1% para uma média de 159 623 libras, cerca de 188 mil euros, depois de ter caído 0,4% no mês anterior, segundo revelou a Halifax, divisão do Lloyds Banking. As previsões avançadas pelos 15 analistas consultados pela Bloomberg apontavam para um aumento dos preços em 0,6% durante o mês em questão. Em comparação com os preços registados durante o mesmo período de 2008, os preços caíram 9,9%.

De acordo com Peter Redfern, CEO da construtora residencial Taylor Wimpey, o mercado residencial está significativamente mais estável. Amanhã, o Banco de Inglaterra vai analisar se os sinais de recuperação económica são suficientemente fortes para parar com o programa de compra de activos com o dinheiro injectado na economia.

Os proprietários esperam que o valor das suas casas aumente 0,5% nos próximos 6 meses, naquele que será o maior aumento desde Dezembro de 2007. Ainda assim, Ralph Topping, CEO da William Hill, alerta para o crescente desemprego e os constrangimentos inerentes às despesas dos consumidores.

O Banco de Inglaterra, cuja taxa de juro de referência se encontra no nível mínimo histórico de 0,5%, vai decidir amanhã se vai alargar o seu programa de compra de activos de 125 mil milhões de libras. Metade dos economistas consultados pela Bloomberg acredita que sim enquanto que a outra metade não partilha da mesma opinião.

2009-08-04

Resultados UBS

O UBS, maior banco suíço em activos, registou a terceira queda trimestral consecutiva com base em nos custos relacionados com o corte de postos de trabalho e dos encargos relativos à redução à redução da sua dívida.

O prejuízo líquido aumentou para 1,4 mil milhões de Francos Suíços, cerca de 1,32 mil milhões de euros, no segundo trimestre do ano face aos 395 milhões de Francos Suíços, ou 258,9 mil milhões de euros, registados no período homólogo de 2008. Este resultado compara com a estimativa de 1,5 mil milhões de Francos Suíços avançada pelos analistas consultados pela Bloomberg, o que mostra que o prejuízo foi inferior àquilo que era esperado.

O CEO Oswald Gruebel, que tomou posse em Fevereiro, cortou 7500 postos de trabalho e vendeu a unidade brasileira. Gruebel afirmou que apesar dos mercados terem melhorado ao longo do segundo trimestre, ainda não é visível uma recuperação económica sustentada. Até ao segundo trimestre, as amortizações e perdas relacionadas com a crise financeira ascenderam a 53,1 mil milhões de dólares, cerca de 37,1 mil milhões de euros. Face a isto, o banco foi obrigado a aumentar o seu capital em 38 mil milhões dólares, cerca de 26,6 mil milhões de euros.

Os títulos do UBS avançavam 6,5% na negociação na Suiça, após o Departamento de Justiça norte-americano ter anunciado em conference call que os EUA e a Suiça tinham chegado a um acordo relativamente aos principais pontos do caso de fraude fiscal em que o banco esteve envolvido.

2009-08-03

Resultados Barclays

O Barclays, segundo maior banco britânico, anunciou que os resultados referentes ao primeiro semestre do ano cresceram 10%, com o lucro da unidade da banca de investimento quase que duplicar.

O resultado líquido ascendeu a 1,89 mil milhões de libras face aos 1,72 mil milhões registados em igual período do ano anterior. Contudo, este resultado falhou a estimativa de 2,2 mil milhões de libras avançada pelos analistas consultados pela Bloomberg. Estes resultados foram animados pelo negócio de concessão de empréstimos, após medidas de estímulo terem beneficiado o mercado de crédito e de o Barclays Capital ter quase duplicado os ganhos para 1,05 mil milhões de libras, dos anteriores 524 milhões, em período homólogo.

Os títulos do banco seguiam a valorizar cerca de 2,9% após o Barclays ter reduzido o nível de alavancagem para 22 vezes face às 32 que vigoravam no período homólogo de 2008. O rácio de capital Tier 1, que mede a saúde financeira dos bancos, vai subir para 8,8% após a venda do Barclays Global Investors, segundo o próprio banco, depois de no ano passado ter sido de 5,6%.

O Barclays foi o primeiro dos cinco maiores bancos britânicos a apresentar resultados para o período referido. O HSBC, maior banco europeu, vai anunciar resultados ainda hoje e o Lloyds vai divulgar na próxima quarta-feira, enquanto que na sexta-feira será a vez do Bank of Scotland.

2009-07-31

British Airways

A British Airways, terceira maior companhia aérea da Europa, anunciou que os obteve prejuízos no primeiro trimestre do ano fiscal de 2009, com a recessão a diminuir a procura de passagens aéreas e a penalizar as vendas em 12%.

O prejuízo líquido foi de 106 milhões de libras nos três meses que terminaram em 30 de Junho, que comparam com o lucro de 27 milhões de libras registado no ano anterior, segunda divulgado pela própria companhia aérea. Os analistas consultados pela Bloomberg tinham estimado uma perda de 95 milhões de libras. Já as vendas caíram em 12% para 1,98 mil milhões de libras.

A companhia aérea reduziu a entrega de aviões novos, cortou no serviço de catering a bordo e está em conversações para eliminar cerca de 4 mil postos de trabalho de modo a reduzir custos e assim conseguir resistir à recessão. A empresa disse ainda este mês que contraiu mais mil milhões de dólares em empréstimos para aumentar as reservas de liquidez.

O tráfego de passageiros na terceira maior transportadora da Europa caiu 3,8% no trimestre, conduzido por uma queda das viagens em primeira classe e em classe executiva. A proporção de lugares ocupados desceu 1,1 pontos percentuais para 72,9%.

2009-07-30

Casas no Reino Unido

Os preços das casas no Reino Unido aumentaram pelo terceiro mês consecutivo em Julho, com a escassez da oferta a contribuir para a protecção do mercado imobiliário da recessão económica, de acordo com a Nationwide Building Society.

O preço médio de uma habitação subiu 1,3% em Julho para 158,9 mil libras, cerca de 187 mil euros, depois de terem subido 1% no mês anterior. Os economistas consultados pela Bloomberg tinham previsto um aumento de 0,2%. Em relação ao anterior, os preços caíram 6,2%, a menor queda anual dos preços desde Maio de 2008.

O relatório sinaliza que o mercado imobiliário britânico pode estar a começar a recuperar, com a economia a emergir daquela que foi a pior recessão em pelo menos três décadas. O Banco de Inglaterra vai decidir na próxima semana se vai continuar com o seu programa de compra de obrigações com o novo dinheiro emitido.

Martin Gahbauer, economista chefe no Nationwide, considera que os preços das casas têm estado muito elásticos neste ano, apesar do cenário de recessão económica e com o desemprego a aumentar vertiginosamente. Considera ainda que não é provável que o aumento dos preços consiga ser sustentado por um longo período de tempo à taxa de crescimento registada nos últimos meses. Um dos factores que ajudará o preço das casas a estabilizar é a falta de oferta de imóveis disponíveis para venda.

Durante este mês, o Banco Central de Inglaterra decidiu manter a taxa de juro de referência à taxa de 0,5%, que constitui um mínimo histórico, e votou contra alterações ao programa de compra de activos.

2009-07-29

Resultados Santander

O Banco Santander, maior banco de Espanha, anunciou que os lucros referentes ao segundo trimestre do ano caíram 4%, sendo que esta queda foi inferior aquela que era esperada pelos analistas consultados pela Bloomberg. Esta queda nos resultados está relacionada com um aumento nas provisões para o incumprimento do crédito.

O resultado líquido caiu para 2,42 mil milhões de euros face aos 2,52 mil milhões registados em igual período do ano anterior, segundo anunciou o próprio banco no seu site oficial. Os resultados excederam a previsão efectuada pelos analistas que apontavam para uma queda superior para os 2,15 mil milhões de euros.

O Santander pretende que o resultado anual iguale o resultado verificado no ano passado de 8,88 mil milhões de euros, já que vai integrar as aquisições no Reino Unido e no Brasil. O banco espanhol tem o seu negócio de retalho diversificado em termos geográficos, estando bem posicionado para acompanhar o fim da recessão que atinge Espanha, o Reino Unido e a América Latina.

As acções do banco espanhol contam com uma valorização inferior a 50% desde o início do ano, que compara com a subida de 26% registada pelo benchmark sectorial do índice da Bloomberg de Bancos e Instituições Financeiras Europeus que integra 63 membros. O Santander tem uma capitalização de 82,4 mil milhões de euros e é o segundo maior da Europa, atrás do HSBC.

2009-07-27

Resultados RyanAir

A RyanAir Holdings, maior companhia aérea de Low-Cost da Europa, registou a maior queda nos últimos oito meses e meio, na negociação na bolsa de Dublin, após a empresa ter anunciado que os lucros anuais se vão situar não cenário mais pessimista previsto pela mesma.

A RyanAir caiu cerca de 38 cêntimos, ou 11%, para 2,99 euros na maior queda intradiária desde Novembro e segue a perder cerca de 9,5%. Este facto está a seguir-se ao ganho de 2,4% registado pela companhia aérea, avaliando-a em cerca de 4,49 mil milhões de euros.

Nos três meses que terminaram em Junho, o resultado líquido ascendeu a 123 milhões de euros, falhando a estimativa de 143 milhões dos cinco analistas consultados pela Bloomberg. A empresa sedeada em Dublin está a cortar as tarifas para fazer face à quebra da prcoura causada pela recessão global que atingiu países por todo o mundo. A empresa adiantou ainda que a yield, uma medida dos preços dos bilhetes, serão significativamente mais baixos no próximo trimestre.

Howard Millar, CFO da empresa, afirmou que não podem aumentar os preços numa recessão. Adiantou ainda que a recessão global terá impacto na sua empresa já agora, espera que o resultado líquido será o mais baixo compreendido no intervalo de 200 milhões e 300 milhões de euros.

O resultado positivo no primeiro trimestre do ano fiscal compara com o prejuízo registado em igual período de 2008, que resultou numa perda de 90,5 milhões de euros, após os custos com os combustíveis terem caído 42%, reflectindo a queda do preço da matéria-prima. O preço médio dos bilhetes caíram 13% enquanto que o número de passageiros aumentou 11%. Os passageiros têm sido muito lentos a responder à redução de tarifas efectuadas pela empresa, daí que os cortes tenham sido mais profundos.

2009-07-24

Vendas da Vodafone

A Vodafone, maior empresa de telecomunicações móveis do mundo, anunciou que as vendas do primeiro trimestre cresceram 9,3%, beneficiando de ganhos cambiais e de aquisições.

As receitas nos três meses que terminam em Junho aumentaram para 10,7 mil milhões de libras face aos 9,8 mil milhões registados no ano anterior. Excluindo o efeito dos ganhos cambiais e as aquisições, as receitas deslizaram 2,1%, com a crise económica a fazer diminuir a procura na Europa, já que os seus clientes gastaram menos em chamadas e mensagens.

Ainda assim, em declarações à Bloomberg, um analista do Citigroup, Terence Sinclair, considera que as receitas foram melhores do que o receado. Considera mesmo que a queda das vendas na Europa foi melhor do que qualquer analista esperava. Vittorio Colao, CEO do grupo desde o ano passado, reiterou as perspectivas anteriores proferidas em Maio. A Vodafone está a reduzir custos de modo a anular a queda dos gastos dos consumidores em telecomunicações. Juntou-se assim a empresas como a Deutsche Telekom e à Mobistar em afirmar que a crise económica é a principal responsável pela diminuição dos lucros, já que os consumidores individuais e empresas cortam os seus gastos em viagens e utilização dos telefones.

Em Maio, a Vodafone avançou com um plano de mil milhões de libras de modo a cortar alguns postos de trabalho e reduzir a despesa em equipamento de rede, publicidade e logística. A empresa afirmou ainda que pretende atingir pelo menos 65% do programa no ano fiscal que termina em Março de 2010, em vez da meta inicial de 50%.

2009-07-23

Resultados Hyundai

A Hyundai Motor, maior construtor automóvel da Coreia do Sul, reportou um lucro trimestral recorde, no seguimento do aumento das receitas provenientes da joint-venture com a China e com a Kia Motors.

O resultado líquido subiu 48% para 811,9 mil milhões de won, ou seja, 650 milhões de dólares, nos três meses que terminaram em Junho, face aos 546,9 mil milhões de won alcançados no período homólogo do ano anterior. Os 23 analistas consultados pela Bloomberg estavam à espera de uma diminuição do resultado para 431 mil milhões de won. As vendas da Hyundai, sem considerar os seus parceiros, caíram 11% para 8,08 biliões de won.

Os planos de estímulo por parte dos Governo na Coreia do Sul, China, Europa e EUA ajudaram a fazer aumentar a procura de automóveis, levando a que as vendas na unidade global da Hyundai subissem 7,3% no último trimestre. As vendas domésticas aumentaram 16%, para o qual contribuiu o corte de 30% nos impostos sobre as vendas e aumentaram o objectivo de vendas na China pela segunda vez este ano.

A quota de mercado da Hyundai tendo por base o universo mundial chegou aos 5% na primeira metade do ano, após ganhar mercado nos EUA e na Europa, enquanto que na China as vendas aumentaram 56%.

De acordo com a LIG Investment & Securities, a Hyundai aumentou os gastos no marketing em 39% para os 2,6 milhões de won por veículo, em comparação com o ano anterior. Stephan Ahn, responsável pelo research na LIG Investment, considera que este investimento foi agressivo e com o objectivo de aumentar a presença no mercado mundial.

2009-07-22

Resultados da LG

A LG Electronics, terceiro maior fabricante mundial de televisores com ecrãs de cristais líquidos, anunciou resultados recorde referentes ao segundo trimestre do ano, impulsionados pelo aumento da procura de ecrãs planos.

O resultado líquido do segundo trimestre subiu 62% para 917 milhões de dólares face aos 564 milhões registados no período homólogo do ano anterior. Este resultado acabou por ser cerca de 50% superior à previsão dos 17 analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam por um aumento do lucro para 614,5 milhões de dólares.

A empresa sul coreana pretende destronar a rival Sony no que diz respeito ao carregamento de televisores LCD este ano, oferecendo modelos sem fio e com sistemas de poupança de energia. A Nomura Holding e a Macquarie dizem que o resultado da LG, que também é o terceiro maior fabricante mundial de telemóveis, irá continuar a crescer na segunda metade do ano, impulsionado pela venda de aparelhos de mãos livres para os telemóveis e ecrãs planos.

As exportações da LG deverão aumentar 22% este ano para 122,8 milhões de unidades, face à queda de 6% nas vendas no sector, segundo James Kim, analista da Nomura Holdings. A margem de lucros dos aparelhos de mãos livres deverá continuar acima dos 10% na segunda metade do ano.

Os ganhos relacionados com os mercados cambiais totalizaram 285,7 milhões de won, cerca de 227,8 milhões de dólares, depois de ter registado perda de 135,5 milhões de dólares no ano anterior. Este resultado deve-se à subida da cotação do won nos mercados cambiais, que reduziu o valor do passivo obtido no exterior do país.


(Bloomberg)

2009-07-21

Prejuízos na Volvo

A Volvo, segunda maior construtora de camiões do mundo, anunciou que o resultado líquido respeitante ao segundo trimestre de 2009 foi negativo em 5,56 mil milhões de coroas suecas, cerca de 507,4 mil milhões de euros. A quebra da procura foi o principal factor que penalizou os resultados da empresa. Ainda assim, manteve as estimativas de vendas para a Europa e América do Norte.

Este resultado compara com o lucro de 5,13 milhões de coroas suecas registadas no ano anterior. O resultado foi pior do que o esperado, já que os analistas esperavam um prejuízo de 3,9 milhões de coroas.

De acordo com o CEO da Volvo, Leif Johansson, a fraca procura que se sentiu no segundo trimestre permaneceu em todos os mercados do grupo. Considera ainda que nos próximos anos, o foco será direccionado para o fortalecimento da rentabilidade.

A empresa prevê ainda que as vendas de vendas de camiões pesados na América do Norte caia entre 30 e 40% este ano, enquanto na Europa deverá recuar no mínimo para metade.

2009-07-20

Casas na China

Os preços das casas novas em 36 das maiores cidades da China cresceram 6,3% em Junho face a igual período do ano anterior, após a concessão de empréstimos ter triplicado no primeiro semestre de 2009.

O preço médio das casas novas subiu para 6554 yuan, cerca de 959 dólares, por metro quadrado, segundo os dados oficiais publicados pela Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma. Em relação a Maio os preços cresceram 1,1%.

O aumento na concessão de novos empréstimos para 7,37 biliões de yuan no primeiro semestre do ano, contribuiu para o aumento da procura no sector imobiliário, levando assim ao aumento dos preços. O preço das casas nas 70 maiores cidades chinesas aumentou em Junho pela primeira vez em sete meses. Segundo Zhou Hu, analista da Bohai Securities, o mercado imobiliário chinês está a recuperar e os preços devem continuar a aumentar no terceiro trimestre. O analista recomenda ainda a compra de acções da China Vanke e da Poly Real Estate Group, os maiores promotores nacionais em termos de valor de mercado.

As vendas de propriedades na China aumentaram 32% em termos de espaço e 53% em termos de valor face ao ano anterior. Já os investimentos no mercado imobiliário aumentaram 9,9% na primeira metade de 2009. As vendas da Vanke, maior promotora chinesa, aumentaram 28% face ao ano anteiror para 30,8 mil milhões de yuan. Já a Poly Real Estate anunciou que as vendas no primeiro semestre cresceram 168% para 21,1 mil milhões de yuan.


(Bloomberg)

2009-07-17

Exportações de Singapura

As exportações de Singapura registaram a menor queda dos últimos nove meses em Junho, estando a contribuir para a recuperação económica da maior recessão que já atravessou enquanto país independente. As exportações, excluindo os produtos petrolíferos, caíram 11% face a igual período do ano anterior, depois de ter contraído 12,3% em Maio. Já os economistas tinham avançado com uma previsão de um recuo de 10,8%.

Durante esta semana, Singapura aumentou as suas previsões económicas para 2009, apesar de avisar que uma recuperação fraca é susceptível de risco de contracção. De acordo com o Governo, a melhoria da produção farmacêutica e da re-stockagem dos inventários de produtos electrónicos deve-se ao melhor desempenho da produção manufactureira dos últimos cinco trimestres, nos três meses que terminaram em Junho.

Durante o dia de ontem, o Banco do Japão aumentou as perspectivas para a economia pelo terceiro mês consecutivo, citando uma recuperação das exportações e da produção industrial. De resto, a produção das fábricas está a melhorar na também desde a Índia à Coreia do Sul, aumentando o optimismo de que o pior da recessão económica era mesmo passado.

A economia de Singapura expandiu-se à taxa anual de 20,4% no último trimestre fae aos três meses anteriores, o primeiro avanço do ano. Já em relação a igual período de 2008, a economia contraiu 3,7%. O Ministro do Comércio anunciou contudo que a melhoria da produção manufactureira no segundo trimestre poderá não ser sustentada, já que o desemprego e a diminuição do orçamento familiar nos EUA e Zona Euro reflectem uma fraqueza contínua presente na economia mundial.

2009-07-16

Economia Chinesa

O Produto Interno Bruto da China cresceu 7,9% no segundo trimestre de 2009, tornando-se na primeira das maiores economias a recuperar da recessão global que tem atingido a economia mundial.

Estes dados, anunciados hoje pelo Departamento de Estatística, excedeu a estimativa de 7,8% adiantada pelos analistas consultados pela Bloomberg, superando também os 6,1% registados no primeiro trimestre, que constituíram o pior desempenho da última década. A China, que é o país que mais contribui para o crescimento da economia mundial, superou ontem o Japão como o segundo maior mercado accionista do mundo, após o pacote de medidas com vista a estimular a economia no valor de 585 mil milhões de dólares ter aumentado a concessão de empréstimos para níveis recorde e ter levado à subida dos preços das acções.

Segundo David Cohen, economista da Action Economics, depois da quebra das exportações ter prejudicado o crescimento da economia chinesa, o desempenho da China está a voltar ao normal e lidera a recuperação mundial. Ainda assim é preciso notar que a China enfrenta algumas dificuldades, como a menor procura por parte do mercado externo, queda dos lucros das empresas e diminuição da receita fiscal, tendo dificuldades em criar postos de trabalho.

A Economia chinesa é a única das 10 maiores economias do mundo que está ainda a expandir-se. Com efeito, as Yields das obrigações do Tesouro chinês atingiram o valor mais elevado do ano, levando ao aumento das taxas de juro. De acordo com Li Xiaochao, porta-voz do departamento de estatística, a China não deve ignorar os riscos de inflação futura, já que a concessão de empréstimos está a um nível recorde e os preços das mercadorias têm vindo a aumentar. Os preços no consumidor caíram 1,7% em Junho face ao ano anterior, o quinto mês consecutivo de queda dos preços e a maior queda desde 1999. Já os preços no produtor registaram uma queda recorde de 7,8%.

2009-07-15

Dívida Portuguesa

Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças de Portugal, anunciou que a dívida portuguesa irá atingir um máximo no próximo ano, não chegando contudo a 80% do Produto Interno Bruto, ficando abaixo da estimativa avançada pela Comissão Europeia.

O Ministro português considera que durante este ano a dívida portuguesa estará perto dos 70% do PIB, aumentando no próximo ano. Segundo a previsão da Comissão Europeia, efectuada em Maio, a dívida iria aumentar para 81,5% no próximo ano, dado que as políticas do Governo se têm mantido inalteradas. Tal como Espanha e Grécia, o rating de crédito de Portugal foi cortado pela Standard & Poor’s este ano e com isso os investidores exigem o dobro da taxa de juro paga no ano passado para deterem obrigações do Tesouro português em vez das obrigações alemãs.

O diferencial entre o Yield das obrigações portuguesas e alemãs com ma maturidade de 10 anos encontra-se em 99 pontos base, enquanto que no ano anterior estava em 45 pontos. Já em Março desde ano, a diferença chegou a atingir os 175 pontos base, o valor máximo desde a entrada do Euro.

Portugal estima que o défice orçamental atinja os 5,9% do PIB este ano, mais do que a estimativa anterior de 3,9% efectuada em Maio. O Governo vai fazer esforços para reduzir o défice para 3% do PIB assim que a crise terminar e corrigir o balanço fiscal assim que seja possível. A despesa será também cortada. Teixeira dos Santos afirma ainda que não pretende aumentar os impostos.

O Ministro das Finanças recusou a dizer quando espera que a economia portuguesa retome o crescimento, considerando no entanto que o pior já passou. O Governo estima uma contracção da economia de 3,4% neste ano, a maior em pelo menos três décadas. Não se mostra preocupado com a deflação, e espera que uma aumento dos preços face ao ano anterior, apesar de em Junho o nível geral dos preços ter caído 1,6% face ao ano anterior.

(Bloomberg)

2009-07-14

Perspectivas de Singapura

O governo de Singapura aumentou a sua previsão económica para 2009, devido aos ganhos no sector da construção e no sector farmacêutico, que ajudaram a levantar a economia da sua mais profunda recessão desde que existe desde a sua independência em 1965.

O Produto Interno Bruto deverá encolher 4% a 6% este ano, menos do que a anterior previsão de 9%. No último trimestre, a economia cresceu a uma taxa anual de 20,4% face aos três meses anteriores, sendo o primeiro ganho do ano. Segundo Robert Prior-Wandesforde, a economista sénior no HSBC Holdings em Singapura, a economia de Singapura está de volta e irá recuperar com consistência.

Após a divulgação do relatório que anunciara esta notícia, os títulos de Singapura avançaram, liderados pela Capitaland, que actua no sector imobiliário, devido a um optimismo resultante da combinação entre cortes nas taxas de juro e um montante recorde da despesa do governo.

A Coreia do Sul e o Japão anunciaram que as suas perspectivas económicas estão também a melhorar após o Fundo Monetário Internacional ter aumentado a previsão de crescimento para as economias asiáticas.

2009-07-13

Resultados da Philips

A Royal Philips Electronics, maior empresa de bens consumíveis electrónicos da Europa, registou lucros no segundo trimestre do ano de 2009, contrariando desta forma a expectativa dos analistas que estavam à espera que registasse prejuízos.

O resultado líquido ascendeu a 44 milhões de euros, ou 5 cêntimos por acção, que compara com os 732 milhões de euros arrecadados em igual período do ano anterior, ou cerca de 72 cêntimos por acção. Já os analistas haviam estimado uma perda de 122,5 milhões de euros, de acordo com a média das 13 estimativas recolhidas pela Bloomberg. Já o EBITDA recuou para os 118 milhões de euros no segundo trimestre, face aos 396 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado.

Os lucros na Philips, que está entre as primeiras das maiores empresas de bens electrónicos a apresentar os resultados do segundo trimestre, poderão constituir um indicador do comportamento da indústria perante a crise económica global. O CEO da Philips, Gerald Kleisterlee, que está a cortar cerca de 6000 postos de trabalho, aumentou as suas estimativas de poupança de custos para mais de 600 milhões de euros, face à anterior estimativa de 500 milhões. A empresa declarou ainda que tem a expectativa de que o desempenho na segunda metade do ano seja ainda melhor do que o do primeiro semestre.

Kleisterlee afirmou ainda que a empresa permanece cautelosa quanto á economia como um todo especialmente nos países onde operam e que não deixarão de implementar medidas adicionais de poupança de custos onde for necessário. Em declarações proferidas em Abril, aquele que também é o maior fabricante de lâmpadas eléctricas, anunciou que avançaria para uma reestruturação no segundo trimestre, particularmente no sector da iluminação.

2009-07-10

Euro em queda

O segue a negociar em queda, preparando-se para registar a pior semana face ao Iene em dois meses, após ter sido anunciado que o Fundo Monetário Internacional está a discutir programas de apoio com pelo menos 10 Governos da Europa de Leste.

A divisa dos países da Zona Euro enfraqueceu face a 12 das 16 maiores divisas, após o jornal alemão Handelsblatt ter citado fontes oficiais não identificadas do FMI dizendo quais os países que se candidatavam a empréstimos pela primeira vez junto da entidade, incluindo Bulgária, Croácia e Macedónia. Por sua vez, o Iene e o dólar apreciaram face às principais divisas, com os futuros norte-americanos a cair impulsionando a procura por activos com menor risco.

A Ucrânia, Sérvia, Bielo-Rússia e Letónia procuram um pagamento mais rápido dos fundos do FMI ou um aumento dos empréstimos actuais, segundo o referido jornal alemão.

O euro encaminha-se também para a segunda perda semanal face ao dólar, após o Ministro das Finanças alemão Peer Steinbrueck ter dito ontem que os bancos regionais controlados pelo Estado são os que apresentam maior risco sistémico na indústria financeira do país.

O won, moeda oficial da Coreia do Sul, completou a sua maior queda semanal em quatro meses, com a procura por activos de mercados emergentes a diminuir. A divisa sul coreana caiu 1,3% nesta semana, a maior desde o final de Fevereiro.

2009-07-09

Juros na Coreia

O Banco Central da Coreia do Sul decidiu hoje manter o nível da taxa de juro num nível mínimo histórico, em 2%, pelo quinto mês consecutivo, afirmando que vai manter uma política de acomodação da recuperação económica.

Para o Governador Lee Seong Tae, a economia da Coreia do Sul e das economias globais poderão melhorar no próximo ano, embora seja difícil e improvável que o comércio mundial recupere no curto prazo. O banco central segue assim os seus homólogos da Austrália e Zona Euro, em que ambos mantiveram a os custos de endividamento num nível na semana passada para suportar as suas economias. O Fundo Monetário Internacional e a Goldman Sachs, melhoraram esta semana as projecções para o PIB da Coreia do Sul em 2009, como resultado dos estímulos concedidos, desde a diminuição da taxa de juro e a despesa do governo para combater a situação.

Para os economistas, Lee Tae deverá apenas começar a aumentar os juros na economia quando os sinais de recuperação económica forem mais evidentes. A decisão não surpreendeu o mercado, já que os 15 economistas contactados pela Bloomberg esperavam uma manutenção da taxa de juro nos 2%.

A Coreia juntou-se à Índia, China e Austrália como uma das poucas economias a crescer no primeiro trimestre do ano, após o PIB ter aumentado 0,1% desde os três meses anteriores. Já a confiança dos consumidores subiu em Junho para o nível mais alto em quase dois anos. As exportações, que representam cerca de 50% do PIB, ganharam 17% em Junho desde Maio, para um máximo de oito meses. O won caiu 27% face ao dólar desde o início do ano, aumentando os ganhos das empresas exportadoras.


(Bloomberg)

2009-07-08

Encomendas no Japão

As encomendas de maquinaria do Japão caíram inesperadamente pelo terceiro mês consecutivo e o excedente da conta corrente reduziu-se devido à quebra das exportações, levando ao aumento dos receios de que a economia terá que batalhar para emergir da pior crise económica que abalou o país e o mundo desde a Segunda Guerra Mundial.

As encomendas, que constituem um indicador da despesa das empresas nos 3 a 6 meses seguintes, caíram 3% em Maio face a Abril, de acordo com as fontes oficiais de Tóquio. Os analistas consultados pela Bloomberg esperavam uma queda de 2%. Já o excedente da conta corrente encolheu 34,3% face a igual período do ano anterior, pelas declarações do Ministério das Finanças.

Os títulos das empresas caíram pelo sexto dia consecutivo com base na especulação de que os resultados dificilmente melhorarão devido à escassez da procura quer em território nacional que no estrangeiro. Os dados recentes da economia japonesa que indicam que a recuperação económica irá falhar, poderá levar o banco central a alargar o seu programa de crédito sem precedentes já na próxima semana.

O índice nacional, o Nikkei 225, encerrou a sessão a recuar 2,4% em Tóquio enquanto que as obrigações valorizaram. O Iene subiu para um máximo de 6 semanas face ao dólar para 94,10 com os investidores a darem preferência a divisas com menor nível de risco face às preocupações relativas à recuperação da economia. As exportações caíram 42,2% face ao ano anterior, uma queda superior à do mês anterior, levando o excedente da conta corrente a contrair para 13,8 mil milhões de dólares. As importações caíram 43,9%.

2009-07-07

Austrália mantém Juros

O Banco Central da Austrália decidiu manter a taxa de juro de referência do país inalterada pelo terceiro mês consecutivo, entre os sinais dos mais baixos custos de endividamento em meios século e os gastos do Governo que estão a ajudar a economia a ultrapassar a recessão global que afecta o mundo. O Governador Glenn Stevens deixou a taxa de juro nos 3%, tal como havia sido previsto pelos 20 economistas consultados pela Bloomberg.

A Austrália foi uma das poucas grandes economias, para além da China e da Índia, a crescer no primeiro trimestre de 2009, já que os apoios governamentais e o corte das taxas de juro contribuíram para um aumento da despesa dos consumidores. O crescimento pode abrandar após os recentes relatórios divulgados mostrarem que as exportações caíram para um mínimo de 14 meses, diminuiu a concessão de empréstimos por parte do sector bancário e as autorizações para construção de casas novas registaram a maior quebra desde 2002. Já os anúncios de emprego diminuíram pelo décimo quarto mês consecutivo.

Ainda assim, Stevens considera que existe espaço para relaxar a política monetária caso tal seja necessário, após ter cortado os custos de endividamento pelo valor recorde de 4,25 pontos percentuais entre os meses de Setembro a Abril. A autoridade monetária da Austrália mostra assim ao mercado que se mantém optimista acerca da economia Austrália e global, e que não estão a ponderar subidas de juros nos próximos tempos. A economia australiana cresceu 0,4 no primeiro trimestre face aos três meses anteriores, enquanto que as vendas a retalho aumentaram 1% em Maio, o dobro do estimado pelos economistas.

2009-07-06

Resultados em queda

Os resultados em empresas como a Ford e a ArcelorMittal poderão continuar a cair nos próximos três meses, com o desemprego a levar à diminuição dos gastos por parte dos consumidores. A queda anual dos lucros das empresas pode baixar para 21% de Julho para Setembro, após as estimativas dos resultados terem caído para 34% no segundo trimestre e cerca de 60% nos primeiros três meses do ano. Os resultados poderão vir a subir no final do ano, tendo em conta a analogia com o ano de 2008.

Os consumidores nos EUA, a maior economia do mundo, continuam preocupados com o mercado laboral, após o desemprego ter alcançado um máximo de 26 anos em Junho, de acordo com analistas e investidores. Até os norte-americanos começarem a efectuar despesa novamente em automóveis, telemóveis e vestuário, a maioria das empresas dos EUA, Europa e Ásia deverão continuar a reduzir os seus custos.

A confiança dos consumidores norte-americanos caiu inesperadamente em Junho, reflectindo o aumento da taxa de desemprego para 9,5%, a maior desde Agosto de 1983, e a perda de riqueza motivada parcialmente pela diminuição do valor das propriedades. No último mês os empregadores norte-americanos terminaram com 467 mil postos de trabalho enquanto que desde o início da recessão, em Dezembro de 2007, foram já cortados 6 milhões de empregos. De acordo com o economista chefe na Unicredit Global Research em Nova Iorque, as companhias estão prescindir temporariamente do seu pessoal, isto é, a coloca-las em lay off, mas depois não as estão a contratar de volta.

Na China, o índice Purchasing Managers subiu em Junho pelo quarto mês consecutivo, naquele que é o último sinal de que a economia está a responder ao plano de estímulo chinês no valor de 585 mil milhões de dólares. De acordo com a previsão dos economistas consultados pela Bloomberg, a economia chinesa deverá crescer 7,8% durante este ano. Já nos EUA a economia deverá cair 2,7% enquanto que nos 16 países que integram a Zona Euro se espera uma contracção de 4,3%.

2009-07-03

Juros na Suécia

O Banco Central da Suécia baixou surpreendentemente a taxa de juro de referência no país para o mínimo histórico de 0,25% e injectou cerca de 13 mil milhões de dólares na economia sob a forma de empréstimos de modo a ajudar a revitalizar os fluxos de crédito dos bancos do país para as famílias.

Para além de baixar os juros, a autoridade monetária da Suécia cortou ainda as perspectivas para a economia, prevendo uma contracção de 5,4% neste ano. Apenas um dos 17 economistas sondados pela Bloomberg estimou uma redução da taxa de juro. Esse mesmo economista considera que a economia teve uma performance pior do que havia sido estimado pelo Banco Central para este ano. Adicionalmente, considera uma boa medida melhorar o sentimento dos consumidores através desta medida.

A maior economia do báltico entrou na primeira recessão desde 1992 no último ano, com a queda da procura mundial a levar à queda das suas exportações, que representa cerca de metade do Produto Nacional. O Banco Central estima uma contracção na Suécia superior aos seis vizinhos da Noruega, Finlândia e Dinamarca.

As estimativas do Banco Central da Suécia indicam que a economia vai contrair 5,4% este ano antes de voltar a crescer 1,4% em 2010. Os preços no consumidor vão cair em média durante 2009 a uma taxa anual de 0,2% e crescer 1,4%. Para a autoridade monetária, são já visíveis os efeitos na economia das medidas de estímulo que foram tomadas.

2009-07-02

Aumento de Capital da Rio Tinto

A Rio Tinto, terceira maior mineira do mundo, vendeu cerca de 97% das novas acções emitidas em Londres, no âmbito de uma operação que teve como principal objectivo reduzir a dívida, arrecadando cerca de 10,8 mil milhões de euros.

A mineira vendeu 508,6 milhões de acções no fecho da oferta, tendo a operação sido realizada nas praças de Londres e de Sidney. A Rio Tinto rejeitou uma proposta de investimento no valor de 19,5 mil milhões de dólares, cerca de 13,9 mil milhões de euros, do seu maior accionista a Aluminum Corp (Chinalco), da China, optando por avançar com um aumento de capital e uma “joint-venture” com a BHP Billiton para o minério de ferro.

A Chinalco confirmou que fez uso dos seus direitos na venda de acções, justificando como uma decisão economicamente racional, que preveniu a diluição do seu capital na Rio Tinto. Como continua a ser a maior accionistas da mineira, confirma que irá continuar a monitorizar os desenvolvimentos na Rio Tinto.

A BHP Billiton abandonou a proposta de aquisição da Rio Tinto de 66 mil milhões de dólares em Novembro, citando o elevado risco da mineira em termos da sua dívida e da queda dos mercados de mercadorias. A maior parte da dívida da Rio deve-se à aquisição da produtora de alumínio Alcan por 38,1 mil milhões de dólares em 2007.

2009-07-01

Reestruturação da Cemex

A Cemex, maior cimenteira na América Latina, vai apresentar hoje em Madrid a sua proposta de reestruturação de 14,5 mil milhões de dólares de dívidas à banca, após ter apresentado a oferta a credores em Nova Iorque durante esta semana.

A Monterrey, unidade mexicana da Cemex, está a procura alargar a maturidade da sua dívida para Fevereiro de 2014 da actual maturidade de 2009 a 2011. A Cemex declarou ainda que poderá ter necessidade de emitir dívida da empresa, acções ou afins e que os seus auditores expressão dúvidas substanciais acerca da capacidade da empresa para se manter no negócio.

Marcos Duran, que está à frente do Research da Scotia Capital Mexico, considera que o progresso na negociação da dívida é encorajador, apesar de mostrar preocupação com a provável emissão de dívida da Cemex. Ainda assim, classifica a acção como “sector perform” e espera que os títulos valorizem para 10 dólares nos próximos 12 meses dos actuais 9,34 dólares nos EUA. No México, as acções caíram 2,5% para os 12,35 pesos na sessão de ontem e estão actualmente com uma valorização de 1% desde o início do ano. Nos EUA a queda foi de 2,7%, embora esteja com uma valorização acumulada de 6% em 2009.

Esta proposta surge duas semanas após a empresa ter considerado que poderia vender as suas operações na Austrália à Holcim por 1,6 mil milhões de dólares. A operação com a Holcim tem a validade de 6 meses para ser concluída. O plano de pagamento da dívida vai conceder à Cemez maior flexibilidade e a habilidade para diversificar as suas fontes de financiamento. Os termos do plano serão revelados quando o acordo estiver finalizado.

2009-06-30

Desemprego no Japão

A taxa de desemprego no Japão subiu para um máximo de 5 anos em Maio, enquanto que a despesa dos agregados familiares avançou inesperadamente, após o Governo ter injectado liquidez na economia de modo a ajudar a economia a sair da sua pior recessão após a Segunda Guerra Mundial.

A taxa de desemprego cresceu para 5,2% depois de em Abril ter registado 5,0%, indo ao encontro das estimativas dos analistas consultado previamente pela Bloomberg. A despesa doméstica cresceu 0,3% naquela que é a primeira subida em 15 meses, enquanto que os economistas esperavam uma queda de 1,5%.

A segunda maior economia do mundo deverá crescer pela primeira vez em mais de um ano neste trimestre, devido às medidas de estímulo para a economia tomadas pelo Primeiro-ministro Taro Aso. A confiança começa a subir e o presidente da NEC Electronics, Junshi Yamaguchi, a considerar que o pior já terá mesmo passado. O índice nacional de referência do Japão, o Nikkei 225, encerrou a sessão de hoje a ganhar 1,8%, levando ao aumento de 23% no segundo trimestre do ano.

Apesar da taxa de desemprego estar a aumentar, os efeitos das políticas de estímulo económico estão já a surtir efeitos, com a produção a recuperar. Contudo, a taxa de desemprego é um indicador que revela algum atraso face ao estado da economia, já que as empresas demoram algum tempo a dotarem-se de recursos humanos. Só após serem ultrapassados os seus problemas é que iniciam a contratação. De acordo com Takuji Aida, economista do UBS, s pedidos de semicondutores vão disparar para o próximo trimestre devido ao aumento da procura.

2009-06-29

Produção Industrial japonesa

A produção industrial do Japão aumentou pelo terceiro mês consecutivo em Maio, com as empresas a restaurarem os seus inventários e com o início da retoma da maior recessão após a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o ministério do Comércio japonês, a produção cresceu 5,9% em Maio face ao mês anterior, igualando o ganho de Abril que foi o maior crescimento desde 1953. Ainda assim, este resultado ficou aquém das expectativas do mercado, já que os economistas consultados pela Bloomberg estimavam um aumento de 7%. Face ao período homólogo do ano anterior, as fábricas estão a produzir menos 29,5%.

A previsão para a produção dos fabricantes indica um aumento neste mês e no próximo ainda que a um ritmo mais lento, e os economistas esperam que o sentimento entre os grandes fabricantes tenha aumentado após ter registado um mínimo histórico. Os dados económicos têm vindo a confirmar que a recessão mundial está a abrandar com os bancos centrais a injectarem liquidez nas economias e com os governos a gastar 2,2 biliões de dólares para estimular o crescimento da procura.

Paralelamente, um relatório do mostrou que as vendas a retalho caíram 2,8% no Japão em Maio face ao ano anterior, com o agravamento do mercado de trabalho a forçar as famílias a cortarem as suas despesas. Em relação a Abril, as vendas mantiveram-se inalteradas.

2009-06-26

Despesa dos Consumidores norte-americanos

A despesa dos consumidores norte-americanos terá crescido em Maio pela primeira vez nos últimos três meses, com os norte-americanos a ganhar confiança à medida que a recessão vai abrandando.

Os dados oficiais apenas serão conhecidos às 13h30, mas os economistas consultados pela Bloomberg apontam para um aumento de 0,3%, após ter sido registada uma quebra de 0,1% em Abril. Os esforços do Governo para restaurar a corrente de crédito e apoiar os rendimentos, têm feito possível que os consumidores gastem, mesmo tendo em conta o crescente desemprego, que está em níveis máximos que igualam o registado na década de 80. A perda de riqueza causada pela pior crise no imobiliário das últimas sete décadas está a levar as famílias a acumularem poupanças, tornando a recuperação mais lenta.

A despesa dos consumidores, que representa cerca de 70% da economia, cresceu no primeiro trimestre de 2009 a uma taxa de 1,4% após ter registado na última metade do ano anterior a maior queda desde 1980. Nesse mesmo período a economia contraiu 5,5%, uma contracção menor do que havia sido estimada.

Já as compras deverão cair 0,6% neste trimestre face ao período homólogo do ano anterior, antes de crescerem novamente na segunda metade do ano. Uma das razões apontadas é a perda de postos de trabalho já que a taxa de desemprego se encontra em níveis máximos de 25 anos, depois de terem atingido 9,4% no último mês.

Mais tarde, por volta das 15h00, a Universidade de Michigan vai divulgar o sentimento dos consumidores. É provável também que tenha voltado a crescer em Junho pelo quarto mês consecutivo para o nível mais elevado dos últimos nove meses, de acordo com a votação promovida pela Bloomberg.

2009-06-25

Perspectivas da Economia norte-americana

A Reserva Federal norte-americana decidiu ontem manter a taxa de juro de referência para a economia dos EUA no intervalo entre 0% e 0,25%, considerando que existem sinais de que a economia está a melhorar, embora se mantenha frágil. Decidiu manter ainda o ritmo do programa de compra de obrigações. Apesar da contracção estar a abrandar, como mostram os gastos das famílias, a questão do desemprego coloca o panorama económico dos EUA numa situação frágil. Em relação à inflação a previsão é que esta se mantenha baixa por algum tempo.

No entanto, face ao optimismo induzido por Ben Bernanke nos mercados financeiros, Warren Buffet considera que serão necessários ainda mais estímulos orçamentais para a recuperação da economia. Buffet insistiu no aumento do desemprego acima dos 10% e que a recuperação económica ainda não está em andamento.

Os mercados asiáticos reagiram em alta à decisão da Reserva Federal, liderados pelas empresas tecnológicas e mineiras. Paralelamente, a Coreia do Sul anunciou que reviu em alta as estimativas para o PIB nacional. O índice accionista japonês Nikkei valorizou 2,2%, com a Mitubishi Electric a avançar 7,7%. O benchmark regional MSCI Asia Pacific já valorizou 44% desde os mínimos registados em Março, na sequência do optimismo em torno das medidas de estímulo económico levadas a cabo pelos Governos.

Já as bolsas europeias estão a negociar em baixa, traduzindo a desilusão dos investidores, após o Fed ter refreado o ritmo de compra de obrigações já que o manteve. O relatório divulgado pelo FMI também está a contribuir para o panorama europeia já que anunciou que os bancos irlandeses terão que amortizar perdas de 35 mil milhões de euros até 2010.