2009-09-11

Economia Chinesa

A produção industrial chinesa cresceu a um ritmo mais elevado em Agosto do que o que havia sido previsto pelos economistas consultados pela Bloomberg. Adicionalmente, a concessão de novos empréstimos aumentou inesperadamente, o que leva a acreditar que o crescimento na terceira maior economia do mundo está prestes a acelerar.

A produção nas fábricas chinesas cresceu 12,3% em Agosto face a igual período de 2008, o que traduz o maior aumento da produção industrial dos últimos 12 meses. A concessão de novos empréstimos aumentou para cerca de 60 mil milhões de dólares, face aos 52 mil milhões registados em Julho, de acordo com os dados do banco central.

Após estes dados terem sido divulgados, os títulos chineses valorizaram nos mercados financeiros, reflectindo também o maior ganho do ano nas vendas a retalho. Ao mesmo tempo, o aumento da concessão de crédito poderá criar preocupações relativamente à inflação do preço dos activos. O Vice-presidente do Banco Central da China, alertou ontem para o facto da liquidez poder causar bolhas nos preços das mercadorias, acções e imobiliário.

A recuperação da economia chinesa está a ser conduzida por uma política de estímulos e deverá receber mais apoio para as exportações nos próximos meses. A assim acontecer, vai dar um novo ânimo ao crescimento e vai permitir a retirada dos estímulos mais cedo no próximo ano.

As vendas a retalho cresceram 15,4% em Agosto relativamente a igual período do ano anterior, marginalmente acima da estimativa de 15,3%. Em relação à produção industrial, o aumento registado ficou acima da estimativa de 11,8% efectuada pelos economistas consultados pela Bloomberg. Em relação à concessão de empréstimos, os economistas estavam à espera de uma diminuição para 47 mil milhões de dólares.

2009-09-10

Suntory quer Orangina

A Suntory Holdings está em negociações para adquirir a marca de bebidas europeia Orangina ao Blackstone Group e ao Lion Capital Holdings, com a terceira maior empresa japonesa de bebidas a expandir-se além do mercado doméstico.

A operação avaliada em 2,6 mil milhões de dólares, poderá ficar concluída já nesta semana, de acordo com fontes próximas do assunto citadas pela Bloomberg. Christine Anderson, porta-voz do Blackstone Group, recusou comentar o assunto. No entanto, Aya Takemoto, porta-voz da Suntory, confirmou apenas que estão em negociações para adquirir a marca Orangina sem prestar declarações adicionais.

A compra da marca europeia de bebidas, que anteriormente era detida pela Cadbury Schweppes, iria conferir à Suntory marcas como a Oásis ou a Schweppes entre outras, cujas vendas ascendem a mil milhões de euros, cerca de 1,46 mil milhões de dólares. A Cadbury Schweppes vendeu a sua unidade de refrigerantes ao Blackstone e ao Lion em 2006 por 1,85 mil milhões de euros. A Suntory, que está também em negociações para a fusão com a Kirin, maior fabricante de cerveja do Japão, está a expandir-se para o exterior, à medida que as vendas domésticas de cerveja diminuem e o iene valoriza.

As exportações de cerveja da Kirin, Asahi e outras fabricantes japonesas, caíram 6% para 42,7 milhões de paletes em Agosto, o nível mais baixo desde que se começou a compilar os dados em 1992. A divisa japonesa já valorizou 17% face ao dólar nos últimos 12 meses, o que não é benéfico para as exportações.

2009-09-09

Euro em máximos

O euro segue a valorizar para perto do máximo de nove meses em relação ao dólar, antes de serem divulgados dados económicos em França, que deverão mostrar que a produção industrial francesa cresceu em Julho pelo terceiro mês consecutivo, reforçando a ideia de que a recessão económica no país está a abrandar.

O dólar caiu pelo segundo dia consecutivo face à Libra com base na especulação de que a Reserva Federal norte-americana irão sinalizar hoje que planeiam não aumentar a taxa de juro de referência para a economia do país. Em relação ao iene, a divisa japonesa segue a negociar em mínimos de duas semanas face ao dólar neozelandês antes de ser divulgada a previsão desta semana que mostrará que a confiança dos consumidores na segunda maior economia do mundo cresceu pelo oitavo mês consecutivo, levando os investidores a apostar em activos com maior risco e retorno esperado.

De acordo com Susumu Kato, economista chefe em Tóquio da Calyon Securities, unidade da banca de investimento do Crédito Agrícola, o apetite em incorrer em níveis de risco mais elevados está a voltar e esse motivo explica a valorização do euro. A moeda única da Zona Euro está a negociar perto de 1,45 dólares depois de ontem ter atingido os 1,4535 dólares, o nível mais elevado desde 18 de Dezembro.

O euro aumentou os ganhos de ontem, após os economistas consultados pela Bloomberg terem avançado com uma estimativa de crescimento da produção industrial francesa em 0,4% durante o mês de Julho, após ter crescido 0,3% no mês anterior. Os dados oficiais serão divulgados amanhã pelo Insee, o Instituto de Estatística francês.

2009-09-08

Joint Venture

A Deutsche Telekom e a France Telecom concordaram em fundir as suas unidades de telecomunicações móveis no Reino Unido, que resultará na maior operadora móvel do país.

A Joint Venture terá participações iguais de cada uma das empresas e terá receitas que irão ascender a 9,4 mil milhões de euros para além de resultarem numa poupança de custos superior a 4 mil milhões de euros. Esta nova entidade vai retirar a liderança à O2, da Telefónica, e terá cerca de 28,4 milhões de assinantes, 37% do mercado do Reino Unido, de acordo com os dados referentes ao ano de 2008.

Este negócio vai reduzir o número de operadores móveis no Reino Unido para 4. Para além da O2, as restantes são a Vodafone e a Hutchison Whampoa. O acordo termina ainda com a especulação que durava meses em torno da unidade móvel da Deutsche Telekom no Reino Unido. Era já esperado que resultasse ou na sua venda ou na integração numa joint venture, como foi o caso.

De acordo com analistas que acompanham o negócio de perto, citados pela Bloomberg, a unidade da Deutsche Telekom era demasiado pequena para concorrer num mercado saturado como o do Reino Unido. Por outro lado, as empresas neste sector têm vindo a procurar meios de reduzir custos, já que os seus clientes estão a diminuir os seus gastos em telecomunicações, para fazer face às suas próprias dificuldades.

2009-09-07

Kraft Foods

A Kraft Foods, segunda maior empresa do sector da alimentação, declarou que a Cadbury rejeitou uma proposta no valor de 10,2 milhões de libras para a junção de ambas as empresas, que resultaria num centro global de snacks, confeitaria e refeições rápidas.

A oferta de 300 pences em dinheiro e de 0,2589 acções da nova Kraft Foods por cada acção da Cadbury, avaliavam as acções do fabricante de doces do Reino Unido em 745 pences, representando um prémio de 31% face ao preço de fecho da passada sexta-feira.

De acordo com um analista da Investec Securities, a oferta é competitiva mas a Kraft Foods terá que aumentar a oferta. Este analista tem uma recomendação de manter relativamente aos títulos da Cadbury. No ano passado, diversos analistas consideraram que a Cadbury seria um alvo para a Kraft Foods que em 2007 adquiriu as bolachas do Grupo Danone por 7,8 mil milhões de dólares, tornando-se na maior fabricante de bolachas da Europa. Em Maio, a Cadbury alienou a sua unidade dos refrigerantes Dr. Pepper de modo a focalizar-se nas marcas de confecção como a Dairy Milk e a Wispa.

A Kraft anunciou que a junção de ambas as empresas iria gerar receitas na ordem dos 50 mil milhões de dólares e teriam petencial para poupar 625 milhões de dólares em impostos através de um custo de 1,2 mil milhões de dólares por três anos.

A Kraft Foods diz no mesmo comunicado que está empenhada neste seu plano e pretende manter um diálogo construtivo. As acções da Cadbury sobem 33,80% para 760 pence.

2009-09-04

Especular o Euro

A moeda única europeia prepara-se para registar a segunda perda semanal face ao dólar, face à especulação gerada de que o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, vai reiterar a posição do banco em não aumentar as taxas de juro. No entanto, Trichet revelou ontem que as previsões de crescimento para a economia europeia foram revistas em alta, contribuindo assim para a ligeira recuperação da divisa da Zona Euro, atenuando a perda semanal.

O euro seguia preparado para a quarta semanal face ao Franco Suíço, depois do líder da autoridade monetária da Zona Euro ter referido que a recuperação económica seria instável. Já nos EUA, o dólar negociava perto de mínimos de uma semana face à Libra antes de serem divulgados os dados sobre o emprego.

As novas estimativas para o crescimento da economia europeia, divulgadas ontem, mostraram que o BCE está menos pessimista e estima uma contracção de 4,1%, abaixo do recuo de 4,6% que fazia parte da estimativa anterior efectuada em Junho. As novas expectativas para a inflação foram também revistas em alta, e apontam para uma taxa média de 0,4% para o ano de 2009 e de 1,2% para o próximo ano. Ainda assim, estes valores são considerados aquém do nível de inflação desejado pelo Banco Central, que deve rondar os 2%.

2009-09-03

Demasiado Cedo

Timothy Geithner, Secretário do Tesouro norte-americano, disse que o Grupo dos 20 países mais industrializados tem tido muito sucesso no contributo que tem efectuado de modo a colocar um término à recessão económica. No entanto, adverte que é ainda demasiado cedo para implementar estratégias de retirada das políticas que visam o crescimento económico.

Geithner afirmou que de facto se começamos a assistir aos primeiros dados de recuperação económica, não só nos EUA, mas também em diversos países espalhados pelo mundo. Mas chama a atenção que ainda há um longo caminho a percorrer e que a retirada daquelas políticas podem mesmo comprometer este processo de recuperação.

O Secretário do Tesouro norte-americano proferiu estas afirmações antes de se dirigir para Londres, onde se irá realizar um encontro do G-20, com os ministros das finanças e banqueiros centrais, nos dias 4 e 5 de Setembro. Este encontro constituirá mesmo uma espécie de preparação para a próxima reunião do Grupo que decorrerá no final do mês, onde se discutirão medidas para melhorar a supervisão do sistema financeiro.

Apesar das suas declarações, Geithner considera que neste encontro se pode começar a discutir as formas de cooperação para retirar as políticas de apoio e estímulo à economia, já que é demasiado cedo para o fazer mas não o é para se falar e abordar o assunto.

Os EUA, por sua voz, pretendem ainda discutir um acordo de capital internacional de modo a controlar o montante de endividamento que as instituições financeiras assumem. Assim, determinar-se-ia um padrão para determinar o capital que as instituições necessitariam de manter em reserva para prevenir eventuais perdas.

2009-09-02

Juros na Rússia

O Banco Central da Rússia poderá cortar este mês a taxa de juro de referência pelo sexto mês consecutivo desde que em Abril começou a relaxar a sua política monetária. A especulação está a ser gerada devido ao facto da economia russa ter contraído a um ritmo recorde e a economia encarar uma recuperação lenta.

O Bank Rossii poderá baixar a taxa de refinanciamento em 0,25 pontos percentuais para 10,5% este mês, de acordo com a mediana dos 12 economistas consultados pela Bloomberg. A taxa poderá ainda cair para 10% até ao final do ano, segundo a mesma consulta. A autoridade monetária da Rússia, que não pública os horários para as suas reuniões de decisão da taxa de juro, iniciou os cortes no dia 24 de Abril pela primeira vez desde 2007.

A economia do maior país exportador de energia contraiu a uma taxa recorde de 10,9% no último trimestre após a queda do comércio mundial ter feito diminuir a procura pelas exportações russas de matérias-primas, desde o aço ao petróleo. Até agora, as taxas mais reduzidas têm falhado em revitalizar os fluxos de crédito e o Primeiro-Ministro Vladimir Putim está a encorajar os banqueiros a aumentar a concessão de crédito para ressuscitar a procura doméstica.

Segundo um economista da Goldman Sachs em Moscovo, o Banco Central irá continuar a diminuir a taxa de juro face aos níveis historicamente elevados. Enquanto isso, os bancos centrais na Europa e nos EUA estão a concentrar-se em determinar o momento ideal para o aumento das taxas de juro de modo a compatibilizar com a recuperação e crescimento das economias. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, a OCDE, a economia russa deverá contrair cerca de 6,8% este ano, enquanto que a Zona Euro vai registar uma contracção de 4,8% e de 2,8% dos EUA.

2009-09-01

Automóveis no Japão

A Toyota e a Honda, as duas maiores fabricantes de automóveis do Japão, lideraram o primeiro aumento das vendas de automóveis no país dos últimos 13 meses, com a procura a ser impulsionada pelos incentivos concedidos pelo Governo e pelos novos modelos híbridos.

As vendas de carros, automóveis e autocarros, excluindo os mini-carros, cresceram 2,3% para mais de 198 mil veículos. A Toyota vendeu cerca de 91 mil unidades, um aumento de 9%, excluindo as vendas dos veículos com a marca Lexus. A Honda registou um aumento de 13% das vendas, enquanto que a Nissan, terceira maior fabricante de automóveis do Japão, vendeu menos 1,4% veículos.

As vendas de automóveis reverteram uma tendência que durava há mais de um ano, com os incentivos do Governo a impulsionar as vendas dos modelos híbridos do Prius da Toyota e do Honda Insight. Nesta altura, os fabricantes que apresentem modelos que se qualifiquem para os incentivos governamentais irão beneficiar.

De acordo com o programa que começou em 19 de Junho, os consumidores podem receber um subsídio de 2700 dólares se comprarem um carro elegível em troca de um veículo com mais de 13 anos ou 1080 dólares se devolver nenhum automóvel. Este programa tem efeitos retroactivos para compra de veículos a partir do dia 10 de Abril.

Ainda assim, tendo em conta os meses anteriores, as vendas de automóveis durante o corrente ano fiscal deverão protagonizar o pior registo das três últimas décadas devido à recessão. Os salários caíram pelo décimo quarto mês consecutivo e a taxa de desemprego atingiu o valor recorde de 5,7% em Julho. A associação de fabricantes de automóveis japonesa prevê que as vendas domésticas diminuam 8,5% para 4,3 milhões de unidades no ano que terminará em Março.

2009-08-31

Crescimento na Índia

O crescimento da economia indiana acelerou pela primeira vez desde 2007, indicando que o impacto que a recessão global teve na terceira maior economia asiática está a esvanecer.

O Produto Interno Bruto cresceu 6,1% no último trimestre face a igual período do ano anterior, depois de ter aumentado 5,8% nos três meses prévios, segundo revelou a Organização Central de Estatística hoje em Nova Deli. Ainda assim, apesar dos resultados positivos, os economistas consultados pela Bloomberg tinham previsto um crescimento do produto em 6,2%.

A Índia junta-se assim à China, Japão e Indonésia, como economias que aumentaram o ritmo de crescimento. A região tem beneficiado de um programa de 950 mil milhões de dólares para estimular os gastos e de custos de endividamento mais baixos. Quando a recessão atingiu a Índia, o Banco Central injectou cerca de 115 mil milhões de dólares na economia, que conjuntamente com o plano de estímulo fiscal do Governo totaliza mais de 12% do PIB do país.

A autoridade monetária do país manteve inalterado o nível de juros na sua última reunião em 28 de Julho, tendo também sinalizado que o fim da profunda ronda de corte de juros, com base na preocupação de que a inflação poderá disparar a partir de Outubro. A próxima reunião terá lugar no final desse mês.

Segundo o vice-presidente da Honda, segunda maior construtora de automóveis do Japão, o crescimento económico verificado na Índia é muito bom. Jnaneswar Sem anunciou ainda que vai aumentar a produção de automóveis na Índia em 50% a partir do próximo mês para dar resposta à crescente procura. A Volkswagen, a Toyota e outras construtoras de automóveis anunciaram também que planeiam gastar cerca de 6 mil milhões de dólares até 2012 para construir fábricas na Índia para compensar a queda da procura nos mercados nacionais.

2009-08-14

Contracção Espanhola

A economia espanhola registou uma contracção superior ao esperado no segundo trimestre do ano, sugerindo que a recuperação na Alemanha e em França ainda tem que chegar a Espanha, um país que em tempos foi também motor de crescimento da economia da Zona Euro.

O Produto Interno Bruto caiu 1,0% face ao trimestre anterior, altura em que havia recuado 1,9% segundo o Instituto Nacional de Estatística do país. Em relação ao ano anterior, a contracção ascende 4,1%. Este resultado foi mais negativo do que as previsões do Banco de Espanha, que havia estimado uma contracção trimestral de 0,9% e anual de 4,0%.

O processo de recuperação espanhola está a ser dos mais atrasados da Europa. Os dados divulgados ontem mostraram que as duas maiores economias da Europa, França e Alemanha, retomaram o crescimento no segundo trimestre, para além de outros países como Portugal e Grécia. Estando a combater a maior taxa de desemprego da Europa, ao nível dos 18%, o nosso país vizinho tem injectado liquidez na economia e está a colocar trabalhadores em projectos de construção públicos pelo país.

No entanto, de acordo com a OCDE, apesar do Governo estar a planear injectar na economia cerca de 2,3% do PIB do país e continuar com planos de estímulo em 2010, a economia deverá tornar a contrair no próximo ano. De acordo com esta organização, a economia espanhola vai registar uma contracção anual de 4,2% durante este ano e de 0,9% em 2010, o que a torna com o pior desempenho dos 30 países da OCDE a seguir à Hungria e Irlanda.

2009-08-13

Europa cresce

As economias francesa e alemã cresceram inesperadamente no segundo trimestre do ano, o que surpreendeu os economistas consultados pela Bloomberg, e vêm confirmar que a recessão na Zona Euro terá abrandado no último trimestre.

O Produto Interno Bruto cresceu 0,3% no segundo trimestre face aos três meses anteriores, quer em França que na Alemanha, de acordo com fontes oficiais de ambos os países, citados pela Bloomberg. Os economistas que haviam sido consultados pela Bloomberg estavam à espera de uma contracção de 0,2% da economia germânica e de 0,3% da economia francesa. Estes dados provocam a subida do euro face ao dólar em mais de meio cêntimo.

Com as duas principais e maiores economias europeias a retomar o crescimento, torna-se improvável que o Banco Central Europeu, liderado por Jean-Claude Trichet tome medidas adicionais de estímulo às economias. As medidas a nível global com o objectivo de revitalizar o crescimento tem provocado o aumento da procura por exportações um pouco por toda a Europa enquanto que os subsídios dados pelos governos e baixas taxas de juro têm suportado as despesas efectuadas em cada país. No entanto, com o desemprego a crescer a recuperação poderá ser lenta.

Durante o dia de hoje, o Eurostat irá divulgar o PIB dos 16 países que integram a Zona Euro. Os economistas estão à espera que a contracção da economia da região tenha abrandado, ideia que é reforçada após ter sido conhecido o crescimento das duas maiores economias. O valor estimado é de uma contracção trimestral de 0,5%. Nos EUA a economia recuou 1% no mesmo período.

2009-08-12

Lucros do ING

O ING Groep, maior empresa holandesa de serviços financeiros, anunciou que o lucro referente ao segundo trimestre do ano caiu 96%, uma queda superior às estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg. Ainda assim, é de notar que é a primeira vez no espaço de um ano que apresenta resultados trimestrais positivos, com o regresso aos lucros do negócio dos seguros.

Após a divulgação dos resultados, os títulos chegaram a cair quase 15% na bolsa de Amesterdão, estando agora a cair cerca de 6%. O lucro do grupo foi de 71 milhões de euros que compara com os 1,92 mil milhões registados no período homólogo do ano anterior. Os analistas consultados pela Bloomberg estava à espera que o ING Groep registasse um lucro de 362 milhões de euros mas os resultados não conseguiram sequer atingir um quinto desse valor.

Jan Hommen, CEO do grupo desde Janeiro, está a planear vender activos com o objectivo de aumentar o capital da empresa em cerca de 8 mil milhões de euros. O banco anunciou que irá cortar mais de 8 mil postos de trabalho, um número superior ao que tinha sido anunciado anteriormente, e que pretende reduzir os custos em cerca de 1,3 mil milhões de euros no presente ano.

2009-08-11

Japão mantém juros

O Banco do Japão anunciou que mantém as suas preocupações acerca dos riscos de contracção da economia e de descida dos preços, apesar de serem cada vez mais os sinais de que a recessão económica que atingiu o país está a enfraquecer.

O Banco Central manteve a taxa de juro de referência em 0,1%, em linha de conta com as estimativas de dos 22 economistas consultados pela Bloomberg. O Governador Masaaki Shirakawa e os seus colegas privaram-se de revelar novas medidas, um mês após terem alargado o seu programa de crédito até ao final de 2009.

Segundo um analistas citados pela Bloomberg, a decisão de manter os actuais níveis das taxas de juro reflecte o quão cauteloso e conservador o Banco Central está acerca da recuperação da economia. Assim, segundo o mesmo analista da Calyon Services, unidade de banca de investimento do Credit Agricole, o Governador não aumentará a taxa directora até pelo menos 2010. Apesar da situação económica ter parado de piorar, o investimento efectuado pelas empresas está a cair a pique e o consumo por parte dos agregados familiares mantém-se genericamente fraco com o agravamento do desemprego.

A segunda maior economia do mundo, a do Japão, terá expandido 3,9% no segundo trimestre do ano depois de ter contraído nos quatro trimestre anteriores, segundo as estimativas avançadas por analistas consultados pela Bloomberg. Já as ordens de maquinaria, que indicam a despesa em capital nos três a seis meses seguintes, irão cair 8,6%.

2009-08-10

Imobiliário na China

As vendas de propriedades chinesas aumentarem 60% em valor nos primeiros sete meses do ano, aumentando as preocupações de que o montante recorde de empréstimos concedidos irá criar uma bolha na economia com mais rápido crescimento do mundo.

As vendas aceleraram depois de um ganho de 53% no primeiro semestre do ano face a igual período do ano anterior, segundo dados divulgados hoje pelo departamento de estatísticas. O investimento no sector imobiliário cresceu 11,6% face aos 9,9% nos seis primeiros meses do ano.

Os preços das casas nas 70 maiores cidades do país cresceram 1% em Julho face ao ano anterior, o maior aumento em nove meses, segundo dados oficiais da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. O Primeiro-Ministro Wen Jiabao reiterou que a política monetária vai permanecer inalterada, depois da subida dos preços de activos ter feito aumentar a especulação de que poderia estar iminente a subida dos juros.

As acções relacionadas com o sector imobiliário, que ganharam 142% este ano para serem o grupo com melhor performance do índice de Shanghai, caíram 1,6% devido aos receios de que a concessão de crédito cresça mais lentamente.

O crescimento económico na China acelerou no segundo trimestre com o índice de Shanghai a valorizar quase 80% este ano, impulsionado pelos 1,1 biliões de dólares de crédito concedido nos primeiros seis meses do ano. Os preços das casas começaram a subir, depois de terem desvalorizado nos seis meses anteriores.

2009-08-07

Prejuízos no RBS

O Royal Bank of Scotland, o maior banco controlado pelo Governo do Reino Unido, anunciou que obteve um prejuízo de 1,04 mil milhões de libras no primeiro semestre do ano. Em igual período do ano anterior, o banco tinha registado um prejuízo de 827 milhões de libras.

O RBS anunciou ainda que vai aprovisionar 7,52 mil milhões de libras para pagar empréstimos em risco de incumprimento e outras imparidades. Neste campo, os analistas haviam estimado que as provisões iriam chegar às 6,4 mil milhões de libras. Depois de apresentar os seus resultados, o banco britânico chegou a estar a desvalorizou mais de 16%, uma vez que este resultado surpreendeu por completo o mercado. Os analistas consultados pela Bloomberg estavam a contar com um lucro na ordem dos 1,1 mil milhões de libras.

Segundo o CEO do banco, Stephen Hester, existem sinais que nos próximos dois anos o desempenho do grupo será fraco devido à grave situação económica que atingiu todo o mundo em 2008 e 2009, tendo consequências ao nível das imparidades e custos com o financiamento. Estas afirmações contrastam com as de Eric Daniels, CEO do Lloyds Banking Group, que considerava que as provisões para o crédito malparado tinham atingido já o seu pico.

Numa análise a estas duas posições antagónicas, Simon Maughan, analista da MF Global Securities, citado pela Bloomberg, afirma que a situação do RBS é uma chamada de atenção para a realidade para o optimismo dado pelo Lloyds. Não está a ser pessimista mas simplesmente a dizer as coisas como elas são.

Nos próximos três anos, os custos de reestruturação continuarão a ser considerados. Cerca de 70% das perdas do RBS vieram da unidade que não contém a actividade principal do grupo, que inclui os activos que pretender vender. De entre as operações que pertencem à actividade principal do banco, o lucro operacional na unidade de retalho britânica caiu para 53 milhões de libras face aos 514 milhões, enquanto que os custos com imparidade aumentaram 87% para os 824 milhões de libras.

2009-08-06

Deutsche Telekom

A Deutsche Telekom, maior empresa de comunicações da Europa, anunciou um aumento de 32% dos lucros no segundo trimestre do ano, com o corte dos seus custos.

O resultado líquido cresceu para 521 milhões de euros face aos 394 milhões registados no período homólogo do ano anterior. Ainda assim, não conseguiu bater as estimativas que os analistas consultados pela Bloomberg tinham avançado de 743 milhões de euros, justificada com a perda de clientes do Reino Unido.

Na semana passada, a Telefonica, BT group e France Telecom apresentaram resultados que superaram as estimativas dos analistas após terem cortado custos. A Deutsche Telekom diminuiu as suas previsões em Abril no seguimento dos maus resultados nos EUA, Polónia e Reino Unido. O valor da unidade britânica foi amortizado no primeiro trimestre por 1,8 mil milhões de euros. A operadora alemã anunciou hoje que as medidas que seguiu para melhorar essas unidades estão agora a começar a dar frutos e reviu as estimativas para o final do ano.

As vendas, incluindo a recente unidade grega, cresceram para 16,2 mil milhões de euros face aos 15,1 mil milhões, enquanto que o EBITDA cresceu para 5,03 mil milhões face aos 4,6 mil milhões. Os analistas tinham previsto que as vendas incrementassem para 16,3 mil milhões de euros e que o EBITDA se situasse nos 5,15 mil milhões. A Deutsche Telekom segue a valorizar 1,2%.

2009-08-05

Casas Reino Unido

Os preços das casas no Reino Unido aumentaram quase para o dobro do que foi estimado pelos analistas consultados pela Bloomberg, ao mesmo tempo que a confiança dos consumidores saltou cresceu para o nível mais elevado em mais de um ano, mostrando cada vez mais que a economia britânica está a sair da recessão.

O valor das casas subiu 1,1% para uma média de 159 623 libras, cerca de 188 mil euros, depois de ter caído 0,4% no mês anterior, segundo revelou a Halifax, divisão do Lloyds Banking. As previsões avançadas pelos 15 analistas consultados pela Bloomberg apontavam para um aumento dos preços em 0,6% durante o mês em questão. Em comparação com os preços registados durante o mesmo período de 2008, os preços caíram 9,9%.

De acordo com Peter Redfern, CEO da construtora residencial Taylor Wimpey, o mercado residencial está significativamente mais estável. Amanhã, o Banco de Inglaterra vai analisar se os sinais de recuperação económica são suficientemente fortes para parar com o programa de compra de activos com o dinheiro injectado na economia.

Os proprietários esperam que o valor das suas casas aumente 0,5% nos próximos 6 meses, naquele que será o maior aumento desde Dezembro de 2007. Ainda assim, Ralph Topping, CEO da William Hill, alerta para o crescente desemprego e os constrangimentos inerentes às despesas dos consumidores.

O Banco de Inglaterra, cuja taxa de juro de referência se encontra no nível mínimo histórico de 0,5%, vai decidir amanhã se vai alargar o seu programa de compra de activos de 125 mil milhões de libras. Metade dos economistas consultados pela Bloomberg acredita que sim enquanto que a outra metade não partilha da mesma opinião.

2009-08-04

Resultados UBS

O UBS, maior banco suíço em activos, registou a terceira queda trimestral consecutiva com base em nos custos relacionados com o corte de postos de trabalho e dos encargos relativos à redução à redução da sua dívida.

O prejuízo líquido aumentou para 1,4 mil milhões de Francos Suíços, cerca de 1,32 mil milhões de euros, no segundo trimestre do ano face aos 395 milhões de Francos Suíços, ou 258,9 mil milhões de euros, registados no período homólogo de 2008. Este resultado compara com a estimativa de 1,5 mil milhões de Francos Suíços avançada pelos analistas consultados pela Bloomberg, o que mostra que o prejuízo foi inferior àquilo que era esperado.

O CEO Oswald Gruebel, que tomou posse em Fevereiro, cortou 7500 postos de trabalho e vendeu a unidade brasileira. Gruebel afirmou que apesar dos mercados terem melhorado ao longo do segundo trimestre, ainda não é visível uma recuperação económica sustentada. Até ao segundo trimestre, as amortizações e perdas relacionadas com a crise financeira ascenderam a 53,1 mil milhões de dólares, cerca de 37,1 mil milhões de euros. Face a isto, o banco foi obrigado a aumentar o seu capital em 38 mil milhões dólares, cerca de 26,6 mil milhões de euros.

Os títulos do UBS avançavam 6,5% na negociação na Suiça, após o Departamento de Justiça norte-americano ter anunciado em conference call que os EUA e a Suiça tinham chegado a um acordo relativamente aos principais pontos do caso de fraude fiscal em que o banco esteve envolvido.